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HISTÓRIA DA CIDADE DE AMERICANA - SP

Nos registros sobre Americana datam o final do século XVIII, quando
Antonio Machado de Campos, Antonio Sampaio e André de Santos Furquim
se estabeleceram nas terras do Salto Grande, distribuídas ao longo
das margens dos rios Atibaia e Jaguari, afluentes do Rio Piracicaba
onde cultivaram cana utilizada para a produção de açúcar e
aguardente.
Durante muitos anos, diferentes interpretações foram dadas à data de
fundação de Americana e até quem foi seu real fundador. Mas,
oficialmente, na administração de Ralph Biasi (1973-76) houve
definição da fundação da cidade no dia em que foi instalada a
estação ferroviária, em 27 de agosto de 1875. A outra consta na Lei
Orgânica do Município, determinando que o aniversário de Americana
deve ser comemorado em 12 de novembro, dia da emancipação política,
em 1924.
1771 - A Fazenda do Salto Grande, uma das primeiras
existentes na região, é ocupada, com cultivo de cana e fabricação de
açúcar.
1799 - Manoel Teixeira Vilela adquire as terras e constrói o
solar, sede de uma das mais importantes fazendas de cana-de-açúcar
da região.
1845 - Domingos da Costa Machado, filho do primeiro Domingos,
adquire em 11 de junho, de Manoel Alves Machado, a propriedade que
distava 38 quilômetros de Campinas e passou a ser conhecida como
Fazenda Machadinho (onde se localiza atualmente a praça Basílio
Rangel).
1866 - Confederados americanos, derrotados na guerra da
Secessão (1861-1865) nos Estados Unidos (que dividiu a nação entre
abolicionistas e escravistas), migram para a região da cidade de
Santa Bárbara d'Oeste - SP e iniciaram o cultivo do algodão.
1868- As famílias americanas se instalam na área da Fazenda
Machadinho para a plantação de algodão. Depois de alguns anos
Basílio Bueno Rangel, filho de Antonio Bueno Rangel, vendeu algumas
glebas de terra para o capitão Ignácio Correa Pacheco, dando início
ao primeiro loteamento. Ao redor da casa, sede da fazenda, que nasce
o povoado da Vila Americana. Nesta época, vieram muitos comerciantes
e imigrantes, principalmente da, Itália, Espanha e Portugal. De 1860
a 1870 a cultura do algodão cresceu muito.
1870 - O major Francisco de Campos Andrade adquire parte da
Fazenda Salto Grande. Famílias italianas, com a liderança de Joaquim
Boer, se instalam nas terras para trabalhar.
1873 - A Fazenda do Salto Grande é desmembrada e uma parte é
comprada por Antonio de Souza Queiroz.
1875 - Com o desenvolvimento da Vila, através da expansão da
cultura do café, torna-se necessária uma estação ferroviária para
transportar o produto agrícola da região. Em virtude disto, os
produtores de café mobilizam-se para a construção da estrada de
ferro. Em 1875, a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, é
inaugurada a Estação de Santa Bárbara, com a presença do Imperador
Dom Pedro II e comitiva real. No mesmo tempo é fundada a Fábrica de
Tecidos Carioba, por Antonio e Augusto de Souza Queiroz, associados
ao engenheiro norte-americano Willian Pultney Ralston.
1878 - A construção da estrada e o crescimento de Carioba
atrai vários trabalhadores, muitos imigrantes portugueses, moradores
e comerciantes das cidades vizinhas, gerando um aumento da
comercialização dos produtos agrícolas. Começa o início da formação
de uma vila operária.
1896 - Com a abolição da escravatura e da grande concorrência
externa de tecidos, a fábrica é fechada.
1899 - A Companhia Paulista constrói um estabelecimento para
armazenar o estoque de melancias - "Cascavel da Geórgia"-,
cultivadas em larga escala pelos imigrantes americanos, muito
apreciadas em Campinas e São Paulo.
1900 - Em 28 de julho é criada a primeira paróquia da Vila
Americana, a Igreja de Santo Antônio. A devoção vem com as famílias
italianas em 1868.
1901 - O comendador alemão Franz Müller reabre a tecelagem e
passa a dirigi-la. Muitos trabalhadores chegam de áreas têxteis da
Itália e também da Alemanha, como as famílias Bernstein, Nielsen,
Mathiensen e Hansen.
1904 - Devido a grande movimentação dos imigrantes, a vila
fica conhecida como "Vila dos Americanos" e, então, ganha o nome de
Vila Americana. Os habitantes de Santa Bárbara d'Oeste acreditam no
direito de cobrar impostos sobre as atividades comerciais, produtos
agrícolas e residências dos moradores da Vila Americana. No entanto,
o povoado americanense alega estar no território de Campinas.No dia
30 de julho é criado o Distrito de Paz que confirma a alegação dos
moradores da vila de que Americana pertence a Campinas.
1907 - Comendador Franz Müller, proprietário da Fábrica de
Tecidos Carioba, compra a parte remanescente da Fazenda Salto
Grande. Inicia-se a construção da Usina de Salto Grande, que passa a
fornecer energia elétrica para Americana, Cosmópolis e Santa
Bárbara.
1924 - Em 12 de novembro a Vila Americana conquista sua
autonomia política e administrativa constituindo o Município de Vila
Americana. A primeira Câmara Municipal foi constituída por Liráucio
Gomes, presidente; capitão Sebastião Antas de Abreu,
vice-presidente; Jorge Gustavo Rehder, prefeito, e Flávio Lopes,
vice-prefeito.
1930 - A Usina de Salto Grande é vendida diante da crise
econômica de 29, para a Companhia Paulista de Força e Luz.
1934 - É construída a Usina de Cariobinha para fornecer
energia eletrica à indústria de tecidos.
1946 - João Abdalla adquire a Fazenda do Salto Grande e a
fábrica de tecidos Carioba. Em virtude do aumento populacional é
criado o Tiro de Guerra, sendo que seu primeiro diretor foi o
tenente José Paccioli.
1949 - No dia da comemoração dos 25 anos de emancipação
Americana vive uma das suas maiores tragédias. Uma tromba d'água
atinge a área central da cidadedestruindo casas e causando mortes.
1952 - O prédio do Cine Cacique é construido pela família
Duarte, e por muitos anos acontecem shows da Rádio Clube.
1961 - O clube de futebol de Vila Americana que criou o Sport
Club Arromba, rebatizado de Rio Branco Foot Ball Club (1917), ganha
novo nome: Rio Branco Esporte Clube. Começam as obras da sede
social, na rua Fernando de Camargo.
1984 - Em 12 de outubro é fundado o Parque Ecológico
"Engenheiro Cid Almeida", possui 120 mil metros quadrados.
1988 - O Teatro Municipal "Lulu Benencase" é inaugurado em
março. A cerimônia fica marcada pela queda do palco durante a
apresentação da Orquestra Sinfônica.
1992 - O império têxtil é abalado com a abertura das
importações. Começa o início da crise durando até
1995. A produção das tecelagens sofre
uma queda de 60%.
1996 - A cidade começa a reagir à crise têxtil, após
investimentos em tecnologia e salvaguardas do governo contra a
importação sem critérios do tecido asiático.
2002 - O parque industrial de Americana já é mais de 50%
diversificado. Apesar da presença marcante da indústria têxtil, a
cidade se destaca em outros setores de produção, como metalúrgico,
químico e alimentício; os serviços também crescem.
Localização:
Localizada ao Leste do Estado de São Paulo, região sudeste do
Brasil, 2º fuso horário brasileiro (3 horas atrasado em relação ao
Meridiano de Greenwitch)
Características:
População: 200.607 hab.
Área Total: 133,9 Km2
Área Urbana: 97,4 Km2
Área Rural: 27,5 Km2
Área da Represa: 9,0 Km2
Altitude: 545 metros
Latitude: 22º 44´21´´S
Longitude: 47º 19´53´´W
Clima: Tropical
Relevo: Planalto
Precipitação Pluvial: 1.417mm
Hidrografia:
Rio Piracicaba
Rio Atibaia
Rio Jaguari
Ribeirão Quilombo
Limites:
São Paulo - 138 km
Limeira - 28 km
Piracicaba - 34 km
Campinas - 36 km
Ribeirão Preto - 192 km
Poços de Caldas - 189 km
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